13 de maio de 2007

Hoje acordei decidida. Decidi que ao amanhecer, irei combinar comigo mesma que nesse dia eu vou dar o melhor de mim pra tudo, e que não vou deixar uma bobagem atrapalhar a felicidade de ter a vida que eu tenho. Decidi que meu sorriso estará presente até quando eu estiver sozinha, e que vou deixar minha raiva transparecer para não ter que levar desaforo pra casa. Decidi que não vou teimar sem ter certeza, e que valorizarei meus amigos, meus anjos. Decidi que vou me dar o prazer de viver uma grande paixão sem empecilhos, e que você será minha razão de viver. Decidi que nosso amor não vai ficar só em palavrinhas e juras, vou fazê-lo valer a pena, e que farei o impossível para que a chama nunca se apague. Decidi que não terei energia negativa na minha cabeça, só você e energia positiva, e que vou aprender com meus erros do passado. Decidi que vou dar valor à minha família, e não mais para uma simples máquina chamada computador, e que não preciso de qualquer tipo de bebida alcóolica em excesso, muito menos uma dúzia de meninos numa noite pra me divertir. Decidi não confiar em pessoas recém-conhecidas muito menos boazinhaa, e que tenho que selecionar as informações que recebo todos os dias. Decidi ouvir mais do que falar, e ir dormir quando o mau humor predominar. Decidi não abaixar a cabeça pra qualquer um e não desperdiçar as chances que a vida me dá. Decidi que serei eu mesma, e assim serei feliz ..

8 de maio de 2007

Estou vivendo uma mescla de sentimentos. Consigo estar confusa, perdida, vazia, alegre e culpada ao mesmo tempo; e não sei dizer se isso é bom ou ruim. Não sei controlar a emoção, eu não queria estar tão entregue assim. Eu queria ter feito a escolha certa há algum tempo, talvez isso evitaria muitas mudanças, mas como não posso mudar o passado, posso me esforçar para mudar o futuro. Se essa mudança dependesse só de mim, seria melhor. Me sinto culpada por ter mudado nossos destinos, por ter feito você se transformar no que se transformou.. Eu aprendi, mudei muitas coisas.. Agora não há mais sentido nesse nosso jogo de estar e não estar ao mesmo tempo.

30 de abril de 2007

Nossa sociedade parece não favorecer a arte de escutar. Escutar supõe atenção, certa concentração para identificar a voz de quem fala. É que as vozes são tantas; as propostas, incontáveis, de modo que vivemos sufocados por vozes e apelos, convites e insinuações.
Ao mesmo tempo, o ser humano anda ansioso por manifestar sua voz. Então as vozes se multiplicam. Vozes de líderes religiosos buscando convencer os fiéis com suas doutrinas. Vozes queixosas dos sem-teto, amontoados debaixo de viadutos. Vozes de pessoas que, ávidas por um cargo politico, fazem promessas à população.
No meio dessa confusão, existe ainda lugar para a voz meiga da mãe que acalenta o filho, dando-lhe certeza de proteção. A voz do pai que dá conselhos ao filho adolescente, conselhos muitas vezes desperdiçados. A voz da esposa que implora ao marido para não exagerar na bebida. A voz convincente da professora que apela pelo silêncio na sala.
E nesse turbilhão de numeorsas e diferentes vozes, emerge a voz do bom senso. Aquela poderosa e segura que indica o caminho certo a tomar; a harmoniosa que consola os corações atribulados; a educada e amiga que corrige o que está errados e denuncia a falsidade; entretanto cabe a nós deicidir qual voz escolher. E isso é só o começo ..

12 de abril de 2007

Sentada, sozinha, sem ninguém para conversar.
Sentada, sozinha, com vontade de chorar.
Olhando sem dormir, com vontade de sonhar.
Andando, correndo, com vontade de parar.
Parada, mãos soltas, sem ninugém para abraçar.
Ouvindo, chorando, te amando sem parar.