O ser humano se apaixona porque consegue se enxergar em outra pessoa. Ele vê seus próprios gestos, manias e qualidades habitando um outro corpo. Nesse momento, não existe o amor. O amor brota quando a maquiagem desaparece e as diferenças vêm para a superfície. É nesse momento que surge as discórdias, discussões, implicâncias e consequentemente a intolerância com o outro. Mas é nesse exato momento que o amor precisa falar mais alto,é nesse ponto que o excesso de amor é saudável. Nesse estágio do relacionamento, não existe o esgotamento do amor. O que há é a total falta de capacidade de lidar com um conjunto de características opostas.
O homem traz consigo grandes aprendizados e evoluções necessárias para sua sobrevivência. O único erro que ainda insiste em cometer é a impaciência para lidar com um pensamento oposto ao seu. E, infelizmente, também não tem vontade de mudar essa situação e fecha os olhos para a melhor solução: o diálogo. É muito mais cômodo apontar o dedo no rosto do outro ou pôr a culpa no destino do que insistir no amor por meio da conversa. É muito mais fácil jogar tudo para o alto do que aprender a ouvir o próximo.A mente humana é contraditória demais para poder tirar alguma conclusão. Enquanto é capaz de matar o planeta silenciosamente, não consegue dedicar um tempo para ouvir o próximo.
2 de maio de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário