14 de março de 2009


É agora que vem o exercício, com sua grande cara de sacrifício, de conviver com a saudade. Passo o olho nos ponteiros e saio, risco todos os calendários só pra ver esse tempo passar.

De noite, no sonho, a gente se junta, se deita, se ama e o peito, num breve momento, pára de reclamar. Com o dia raiando e o café quente, começo no intento de ser paciente até a noite chegar.

Se a coisa ficar preta e um cisco no olho entrar, corro e abafo as lágrimas com aquela sua blusa perfumada até me embriagar. No criado-mudo, as fotos têm vários segundos de risos e beijos nos mais diversos lugares. Na gaveta, cartas e bilhetes acalmam as noites com fragmentos das nossas memórias.


(Autor Desconhecido)

10 de março de 2009

Beija-me uma vez
Beija-me sete
Beija-me setenta vezes
Vezes sete
Que te beijo uma vez
Te beijo sete
Beijo-te setenta vezes
Vezes sete
Amor que nunca esquece
O beijo mais fecundo
Que só ao amor obedece
Sete vezes, vezes o mundo

8 de março de 2009


Se algum dia eu me calar, queria que a humanidade inteira se tornasse uma só voz e que te fizessem ouvir. Ouvir que eu te amei até as raízes do meu corpo, até o fim do meu espírito. Eu queria que você soubesse que eu só quis ser importante para alguém. Eu só quis dar a minha vida por alguém, dar a minha felicidade, a minha paz, a minha ambição, enfim, eu toda só por um sorriso teu.
Eu queria que você soubesse que eu vivi pelos teus braços, que eu sonhei com teus olhos, senti pelo seu coração e ardi com sua pele.
Eu sonhei com você voltando, chorei pelo seu não, e amei seu sim até o fim.
Que neste dia o mundo esteja em festa, porque deste dia em diante, sentirei que nada foi em vão. Apesar de tudo, e acima de tudo, em algum dia, num lugar qualquer, e em algum momento, existirá eu e você.

6 de março de 2009

Essa noite eu sonhei com você. Durante minhas poucas horas de sono, nosso império ainda estava erguido, e o meu cansaço ao esperar uma ligação sua foi recompensado. E nesses poucos momentos de ilusão, eu vi seu olhar. Ele estava exatamente igual à primeira vez que nos vimos. Possuíam a mesma carga de ternura e verdade, e eu até cheguei a pensar que eles queriam me dizer alguma coisa. Mas essa parte deve pertencer ao meu desespero de não te ter aqui. No sonho, eu também pude sentir sua mão. Você a estendeu em minha direção, falando que eu ainda posso confiar em você. Eu hesitei, mas logo que vi nossa aliança em seu dedo, a segurança invadiu meu peito. E assim nós fomos, sem destino, deixando que a certeza do nosso amor nos protegeria. O único limite que tivemos foi o término do meu sonho, e quando passei para o lado da realidade, a certeza do nosso amor foi substituída pela lembrança de apenas bons dias.

11 de fevereiro de 2009

Oi, amor

Eu tenho tanta vontade de eternizar todos os nossos momentos. Queria poder viver várias vezes os nossos momentos mais perfeitos. Queria que a gente entrasse no seu carro e voltasse no tempo, vivenciando cada momento dos nossos quase oito meses. Sei que oito meses não é quase nada perto do que quero viver com você, mas a gente já passou por tanta, tanta coisa nesse tempo. Seguindo a lógica, vamos viver momentos cada vez mais célebres. Mas mesmo assim, minha vontade de sentir de novo todas as sensações que passamos é muito forte.
Queria poder voltar 8 meses, sentir de novo aquela ansiedade do que seria aquela noite do dia 28. Depois, não conseguir dormir pensando no que você estava achando de mim, tomar chuva agarradinha com você e escondida, mentir pra minha vó pra sair com você, sentir um enorme frio na barriga quando você me pediu em namoro, precedendo o abraço de alívio que demos, a sensação maravilhosa que foi ouvir o primeiro te amo, as nossas madrugadas no country fest, a sensação da nossa música tocando e a gente num abraço sem fim, sem saber que as madrugadas de intenso prazer estavam se aproximando. Tudo isso mesclado com as incertezas que tínhamos e a imensa vontade de fazer tudo acontecer. Foi essa mescla de sentimentos que nos mostrou o quanto poderíamos nos completar. De um lado, você me dando proteção. Do outro, eu pedindo abrigo no seu peito. E olha que a gente nem sabia que cada momento nosso seria único como o pôr-do-sol: é único e indescritível.
Me faltam palavras para te agradecer a confiança que você me passa desde o nosso comecinho, quando me trouxe aqui pra cima sem eu entender o que estava acontecendo. Nesse momento, eu li nos seus olhos 'Confia em mim, não vai se arrepender', e a cada batida do meu coração eu confio mais ainda em você, pois sei que não me faria voar tão alto a toa.
E aqui estou mais uma vez sem saber decifrar um terço dos meus sentimentos e desejos. Sei que essa minha idade é crítica, já tive e sei que ao longo dessa fase ainda virão muitas crises existênciais, mas eu estou no ano que vai decidir minha vida. Está na hora de parar, respirar, pôr a cabeça no lugar e me perguntar 'O que eu quero pra mim?'. Não quero que o ano acabe e eu sofra da pior das ressacas: a ressaca moral. Aquela que assim que o ano acaba, a gente se pergunta 'Por que não me esforcei?'. No fim do ano, prefiro acordar com ressaca das bebidas que comemorei minha posição nos vestibulares.
Mas enquanto esse dia não chega, eu fico forçando minha cabeça a me obedecer e gravar todas as informações que obtenho todos os dias. Todo esse esforço, toda a força e pressão que recebo das pessoas ao meu redor vai valer a pena. Por enquanto, tudo parece ruim. Mas eu sei que vou fazer valer a pena.

13 de janeiro de 2009

Naquela noite

E naquela noite ela chorou. Durante o dia, o pranto também veio à tona, mas nada pode ser comparado com aquela noite. Naquela noite, as lágrimas vieram mais salgadas, vieram de um lugar que nunca antes fora tocado: o fundo do seu coração. Só uma pessoa pôde alcançar esse lugar, mas ele estava muito longe naquele momento.
Naquela noite, ela desejou saber se ele estava pensando nela. Desejou saber se ele estava como ela, ou se passava bem. Mas ela estava de mãos atadas, e a única alternativa viável era uma camiseta. Aquela camiseta tinha o cheiro dele, e com certeza o sofrimento tomaria proporções maiores ainda, mas isso nem passou por sua cabeça. Do mesmo jeito que ela agarrou a camiseta, ela se atirou ao sofrimento. Deixou que a dor tomasse conta do seu coração, que as lágrimas também molhassem sua alma. Quando ela abraçou mais forte a camiseta, sentiu que ela também estava molhada. Será que a camiseta também derramara lágrimas? Será que a camiseta estava chorando por raiva ou dó? Será que o rosto dele também estava molhado, sem as mãos dela para secar?
Naquela noite, ela começou a cantar. Começou a cantar baixinho, como se houvesse um ouvido bem perto dos lábios dela, esperando uma suave canção. Como se houvesse alguém ao lado dela, esperando incoscientemente ouvir aquelas palavras. Mas pra que? Não havia ninguém ao lado dela. Será que ela esperava que a camiseta sorrise quando fosse encontrá-lo novamente, e contasse que naquela noite ela cantara a música deles? Mas, naquela noite, a incerteza de que a camiseta o encontraria de novo, era muito forte e cortava o coração dela.
Naquela noite, ela dormir ou permanecer acordada era a mesma coisa. Quando adormeceu, teve os mesmos delírios que estava tendo antes de fechar os olhos. Pra ela, não fazia diferença nenhuma. No sonho, a dor, a camiseta, as lágrimas, a saudade ainda estavam presentes. No sonho, ainda continuou faltando a peça fundamental da vida dela: ele.

29 de agosto de 2008

A principal característica de uma canceriana é o apego ao passado. Lembranças sempre vem à tona a qualquer hora do dia e em qualquer situação, quando você menos espera. Coisas que aconteceram há anos ou há uma semana, para mim tem o mesmo valor, e ainda estão super frescas, principalmente por esse ano ter sido tão conturbado. É fato de que muitas pessoas tem a imagem de uma Lectícia super forte e decidida, e eu tenho a consciência de que fatos do passado não podem amolecer meu coração. Mas quando eu acerto as contas comigo mesma, tudo é tão diferente, eu nunca consigo ter a postura que eu desejo. Eu sinto falta de tanta coisa que não falei por causa do meu gênio, ou até mesmo por falta de oportunidade. Também sinto um aperto no coração muito forte ao ver que as pessoas são apenas passageiras na nossa vida, e que eu mesma também sou passageira na vida de muita gente. Eu tento aprender o máximo possível com cada pessoa que entra e sai na minha vida, e cada experiência é única, mas nem sempre positiva. Sei que a formação que meu ser tem hoje, é graças a esse ciclo que todos temos. Mas não é isso que me atormenta, volto a frisar que são as lembranças que cada um deixa, que me atormenta. Hoje, que já passou mais da metade do ano, eu olho pra trás e vejo quantas pessoas momentâneas já passaram em apenas quase 9 meses, sendo que esse ciclo natural da vida já deu conta de levá-las, mas graças a Deus já trouxe também pessoas incríveis, que acredito que irão passar um tempo maior comigo. Pra mim, nenhuma pessoa que entra substitui uma que saiu. Cada pessoa tem um lugar único, junto com as lembranças que deixaram em mim. O que eu realmente desejo é que a tendência seja que as lembranças positivas superem o número de lembranças negativas, e não desejo isso só para mim, também desejo isso a todas que realmente consigam ter esse pensamento, como eu.

8 de junho de 2008

Eu quero amar loucamente alguém. Eu quero alguém que me ame do jeito que eu sou. Eu quero alguém que se importe comigo. Eu quero ter alguém com quem me importar. Eu quero gritar bem alto. Eu quero correr por aí. Eu quero acordar a hora que eu quiser. Eu quero sonhar. Quero alcançar todos meus sonhos. Eu quero viver cada segundo da minha vida. Quero ter boas lembranças de cada um deles. Quero esquecer os momentos ruins. Mas também quero crescer com eles. Quero ficar sozinho uma noite inteira. Quero passar a noite inteira com alguém também. Quero ver o sol nascer, depois de ver a lua dançar pelo céu todo. Quero fazer alguém feliz. Quero ajudar alguém. Quero ser cada vez melhor, de alguma forma. Quero olhar pra trás e ver que fui bom. Quero nem olhar pra trás pra saber isso. Quero beber até cair. De novo. Quero sair sem horário pra voltar. Quero sentar no chão com meus amigos e conversar pelo tempo que for. Quero saber que posso contar com quem está do meu lado. Quero que saibam que podem contar comigo também. Quero me desculpar por todos meus erros. Quero que saibam que não sou perfeito (e não sou!). Mas quero que saibam que eu me esforço pra ser bom, o suficiente, pelo menos. Quero dar risada da vida. Quero ver todos a minha volta bem. Quero beijar alguém que eu ame debaixo da chuva. Quero brincar de pega pega como quando eu tinha 7 anos. Quero pular de para quedas. Quero sentir o vento no meu rosto. Quero ir pra um lugar desconhecido, deserto. Quero passar uma tarde inteira ouvindo músicas que eu gosto. Quero cantar no chuveiro. Quero gritar mais. Quero não me importar com o que pensam de mim. Quero construir pedaços da minha história com tudo que há de bom. Quero aproveitar cada dia como se fosse o último. Quero viver e morrer por algo. Quero me amar acima de todas as coisas. Quero chegar nas nuvens. Quero voar, e não preciso de asas pra isso. Quero chegar onde eu quiser. Quero saber quantas estrelas há no céu. Quero sorrir mais. Sem motivo nenhum. Quero não contar os meus passos. Quero que a minha vida me leve a todos os lugares que eu quero. Quero não comandar a minha vida. Quero viver como nunca alguém viveu antes. Quero viver!

15 de abril de 2008

A mesa está em desordem, papel para todo lado, correspondência recebida e não lida, canetas e borrachas a espera de mais um erro para consertar, e lá no cantinho, todo tímido, um simples calendário, daqueles que ninguém dá atenção, ocupando somente o seu pequenino espaço, mas que nos mostra que o tempo realmente existe e que, sem que percebamos, ele passa velozmente. Ele voa, e a gente sempre deixando para depois o sentido lógico de viver bem vivido essa vida maravilhosa. É, maravilhosa, mesmo porque, mesmo que a tristeza invada o nosso peito, mesmo que as lágrimas teimem em molhar nosso rosto, sabemos que sempre há um sol brilhando lá fora. Basta procurá-lo. Mas não só procurá-lo. Tem que senti-lo, com toda sua força de viver, pois todo dia, seja quando ele está nascendo ou indo embora, ele faz questão de nos mostrar o espetáculo mais rico. E tenho certeza de que no fundo ele faz isso com a maior sinceridade, pois o brilho que seus raios emitem, são inimitáveis, até mesmo pelo melhor pintor. Jamais serão reproduzidos como eles realmente são. E ele, mesmo na distância em que se encontra, faz a alegria de todos. Mas o homem, esse animal que se diz pensador, com sua inteligência suficiente para fazer grandes descobertas, ainda não descobriu que as coisas mais simples é que proporcionam o mais belo show da terra. Ele ainda não descobriu que o sol não cobra nada de ninguém para esquentar até o coração mais frio, aquele que acha que o amor só serve para ser cantado em verso e prosa, não para ser sentido com toda sua força, que mesmo que nos faça sofrer, é um sofrimento digno de qualquer lágrima derramada, até pelo mais forte, ou que se diz forte, pois todos por maior que seja a muralha que ostente, no fundo, quanto tocado pelo sentimento mais simples e poderoso, enfraquece e se torna gente como qualquer um.
A vida está aí, e se não soubermos aproveitar todos os instantes, como tem que ser aproveitada, vivê-la intensamente, com quedas e levantamentos, alegria e tristeza, dor e felicidade, não adiantará nada termos um calendário para rasgarmos no final do ano e falarmos para nós mesmo que realmente valeu termos vivido mais um ano, não adiantará nada o sol aparecer belo e radiante, diante dos nossos olhos, porque eles estarão perdidos num vazio escuro, e não adiantara nada continuarmos vivendo sem um grande estoque de amor no coração, pois vida sem amor é melhor não vivê-la!


'Nunca mergulhe de cabeça, pois a piscina pode ser muito rasa'