15 de abril de 2008

A mesa está em desordem, papel para todo lado, correspondência recebida e não lida, canetas e borrachas a espera de mais um erro para consertar, e lá no cantinho, todo tímido, um simples calendário, daqueles que ninguém dá atenção, ocupando somente o seu pequenino espaço, mas que nos mostra que o tempo realmente existe e que, sem que percebamos, ele passa velozmente. Ele voa, e a gente sempre deixando para depois o sentido lógico de viver bem vivido essa vida maravilhosa. É, maravilhosa, mesmo porque, mesmo que a tristeza invada o nosso peito, mesmo que as lágrimas teimem em molhar nosso rosto, sabemos que sempre há um sol brilhando lá fora. Basta procurá-lo. Mas não só procurá-lo. Tem que senti-lo, com toda sua força de viver, pois todo dia, seja quando ele está nascendo ou indo embora, ele faz questão de nos mostrar o espetáculo mais rico. E tenho certeza de que no fundo ele faz isso com a maior sinceridade, pois o brilho que seus raios emitem, são inimitáveis, até mesmo pelo melhor pintor. Jamais serão reproduzidos como eles realmente são. E ele, mesmo na distância em que se encontra, faz a alegria de todos. Mas o homem, esse animal que se diz pensador, com sua inteligência suficiente para fazer grandes descobertas, ainda não descobriu que as coisas mais simples é que proporcionam o mais belo show da terra. Ele ainda não descobriu que o sol não cobra nada de ninguém para esquentar até o coração mais frio, aquele que acha que o amor só serve para ser cantado em verso e prosa, não para ser sentido com toda sua força, que mesmo que nos faça sofrer, é um sofrimento digno de qualquer lágrima derramada, até pelo mais forte, ou que se diz forte, pois todos por maior que seja a muralha que ostente, no fundo, quanto tocado pelo sentimento mais simples e poderoso, enfraquece e se torna gente como qualquer um.
A vida está aí, e se não soubermos aproveitar todos os instantes, como tem que ser aproveitada, vivê-la intensamente, com quedas e levantamentos, alegria e tristeza, dor e felicidade, não adiantará nada termos um calendário para rasgarmos no final do ano e falarmos para nós mesmo que realmente valeu termos vivido mais um ano, não adiantará nada o sol aparecer belo e radiante, diante dos nossos olhos, porque eles estarão perdidos num vazio escuro, e não adiantara nada continuarmos vivendo sem um grande estoque de amor no coração, pois vida sem amor é melhor não vivê-la!


'Nunca mergulhe de cabeça, pois a piscina pode ser muito rasa'

24 de agosto de 2007

Eu não preciso que gostem de mim como eu sou, e nem quero isso. O que eu realmente preciso é só que as poucas pessoas que gostam do meu gênio, ou pelo menos se identificam, me mostrem isso. Eu sou um poço de carência, e isso não é novidade pra ninguém. Eu desejo demonstrações impossíveis dos sentimentos, e às vezes não consigo nem as possíveis. Eu sonho com dias ideais para cada tipo de coisa, e parece que esses dias estão cada vez mais longe das minhas mãos. Eu realmente me esforço para alcançar meus desejos e objetivos, mas no fundo não sou de ferro e morro de medo de tudo. E meu maior medo é de algum dia desses, abrir meus olhos e ver todos esses meus desejos, sonhos, esforços, escorrendo entre meus dedos.

13 de maio de 2007

Hoje acordei decidida. Decidi que ao amanhecer, irei combinar comigo mesma que nesse dia eu vou dar o melhor de mim pra tudo, e que não vou deixar uma bobagem atrapalhar a felicidade de ter a vida que eu tenho. Decidi que meu sorriso estará presente até quando eu estiver sozinha, e que vou deixar minha raiva transparecer para não ter que levar desaforo pra casa. Decidi que não vou teimar sem ter certeza, e que valorizarei meus amigos, meus anjos. Decidi que vou me dar o prazer de viver uma grande paixão sem empecilhos, e que você será minha razão de viver. Decidi que nosso amor não vai ficar só em palavrinhas e juras, vou fazê-lo valer a pena, e que farei o impossível para que a chama nunca se apague. Decidi que não terei energia negativa na minha cabeça, só você e energia positiva, e que vou aprender com meus erros do passado. Decidi que vou dar valor à minha família, e não mais para uma simples máquina chamada computador, e que não preciso de qualquer tipo de bebida alcóolica em excesso, muito menos uma dúzia de meninos numa noite pra me divertir. Decidi não confiar em pessoas recém-conhecidas muito menos boazinhaa, e que tenho que selecionar as informações que recebo todos os dias. Decidi ouvir mais do que falar, e ir dormir quando o mau humor predominar. Decidi não abaixar a cabeça pra qualquer um e não desperdiçar as chances que a vida me dá. Decidi que serei eu mesma, e assim serei feliz ..

8 de maio de 2007

Estou vivendo uma mescla de sentimentos. Consigo estar confusa, perdida, vazia, alegre e culpada ao mesmo tempo; e não sei dizer se isso é bom ou ruim. Não sei controlar a emoção, eu não queria estar tão entregue assim. Eu queria ter feito a escolha certa há algum tempo, talvez isso evitaria muitas mudanças, mas como não posso mudar o passado, posso me esforçar para mudar o futuro. Se essa mudança dependesse só de mim, seria melhor. Me sinto culpada por ter mudado nossos destinos, por ter feito você se transformar no que se transformou.. Eu aprendi, mudei muitas coisas.. Agora não há mais sentido nesse nosso jogo de estar e não estar ao mesmo tempo.

30 de abril de 2007

Nossa sociedade parece não favorecer a arte de escutar. Escutar supõe atenção, certa concentração para identificar a voz de quem fala. É que as vozes são tantas; as propostas, incontáveis, de modo que vivemos sufocados por vozes e apelos, convites e insinuações.
Ao mesmo tempo, o ser humano anda ansioso por manifestar sua voz. Então as vozes se multiplicam. Vozes de líderes religiosos buscando convencer os fiéis com suas doutrinas. Vozes queixosas dos sem-teto, amontoados debaixo de viadutos. Vozes de pessoas que, ávidas por um cargo politico, fazem promessas à população.
No meio dessa confusão, existe ainda lugar para a voz meiga da mãe que acalenta o filho, dando-lhe certeza de proteção. A voz do pai que dá conselhos ao filho adolescente, conselhos muitas vezes desperdiçados. A voz da esposa que implora ao marido para não exagerar na bebida. A voz convincente da professora que apela pelo silêncio na sala.
E nesse turbilhão de numeorsas e diferentes vozes, emerge a voz do bom senso. Aquela poderosa e segura que indica o caminho certo a tomar; a harmoniosa que consola os corações atribulados; a educada e amiga que corrige o que está errados e denuncia a falsidade; entretanto cabe a nós deicidir qual voz escolher. E isso é só o começo ..

12 de abril de 2007

Sentada, sozinha, sem ninguém para conversar.
Sentada, sozinha, com vontade de chorar.
Olhando sem dormir, com vontade de sonhar.
Andando, correndo, com vontade de parar.
Parada, mãos soltas, sem ninugém para abraçar.
Ouvindo, chorando, te amando sem parar.