E naquela noite ela chorou. Durante o dia, o pranto também veio à tona, mas nada pode ser comparado com aquela noite. Naquela noite, as lágrimas vieram mais salgadas, vieram de um lugar que nunca antes fora tocado: o fundo do seu coração. Só uma pessoa pôde alcançar esse lugar, mas ele estava muito longe naquele momento.
Naquela noite, ela desejou saber se ele estava pensando nela. Desejou saber se ele estava como ela, ou se passava bem. Mas ela estava de mãos atadas, e a única alternativa viável era uma camiseta. Aquela camiseta tinha o cheiro dele, e com certeza o sofrimento tomaria proporções maiores ainda, mas isso nem passou por sua cabeça. Do mesmo jeito que ela agarrou a camiseta, ela se atirou ao sofrimento. Deixou que a dor tomasse conta do seu coração, que as lágrimas também molhassem sua alma. Quando ela abraçou mais forte a camiseta, sentiu que ela também estava molhada. Será que a camiseta também derramara lágrimas? Será que a camiseta estava chorando por raiva ou dó? Será que o rosto dele também estava molhado, sem as mãos dela para secar?
Naquela noite, ela começou a cantar. Começou a cantar baixinho, como se houvesse um ouvido bem perto dos lábios dela, esperando uma suave canção. Como se houvesse alguém ao lado dela, esperando incoscientemente ouvir aquelas palavras. Mas pra que? Não havia ninguém ao lado dela. Será que ela esperava que a camiseta sorrise quando fosse encontrá-lo novamente, e contasse que naquela noite ela cantara a música deles? Mas, naquela noite, a incerteza de que a camiseta o encontraria de novo, era muito forte e cortava o coração dela.
Naquela noite, ela dormir ou permanecer acordada era a mesma coisa. Quando adormeceu, teve os mesmos delírios que estava tendo antes de fechar os olhos. Pra ela, não fazia diferença nenhuma. No sonho, a dor, a camiseta, as lágrimas, a saudade ainda estavam presentes. No sonho, ainda continuou faltando a peça fundamental da vida dela: ele.
13 de janeiro de 2009
29 de agosto de 2008
A principal característica de uma canceriana é o apego ao passado. Lembranças sempre vem à tona a qualquer hora do dia e em qualquer situação, quando você menos espera. Coisas que aconteceram há anos ou há uma semana, para mim tem o mesmo valor, e ainda estão super frescas, principalmente por esse ano ter sido tão conturbado. É fato de que muitas pessoas tem a imagem de uma Lectícia super forte e decidida, e eu tenho a consciência de que fatos do passado não podem amolecer meu coração. Mas quando eu acerto as contas comigo mesma, tudo é tão diferente, eu nunca consigo ter a postura que eu desejo. Eu sinto falta de tanta coisa que não falei por causa do meu gênio, ou até mesmo por falta de oportunidade. Também sinto um aperto no coração muito forte ao ver que as pessoas são apenas passageiras na nossa vida, e que eu mesma também sou passageira na vida de muita gente. Eu tento aprender o máximo possível com cada pessoa que entra e sai na minha vida, e cada experiência é única, mas nem sempre positiva. Sei que a formação que meu ser tem hoje, é graças a esse ciclo que todos temos. Mas não é isso que me atormenta, volto a frisar que são as lembranças que cada um deixa, que me atormenta. Hoje, que já passou mais da metade do ano, eu olho pra trás e vejo quantas pessoas momentâneas já passaram em apenas quase 9 meses, sendo que esse ciclo natural da vida já deu conta de levá-las, mas graças a Deus já trouxe também pessoas incríveis, que acredito que irão passar um tempo maior comigo. Pra mim, nenhuma pessoa que entra substitui uma que saiu. Cada pessoa tem um lugar único, junto com as lembranças que deixaram em mim. O que eu realmente desejo é que a tendência seja que as lembranças positivas superem o número de lembranças negativas, e não desejo isso só para mim, também desejo isso a todas que realmente consigam ter esse pensamento, como eu.
8 de junho de 2008
Eu quero amar loucamente alguém. Eu quero alguém que me ame do jeito que eu sou. Eu quero alguém que se importe comigo. Eu quero ter alguém com quem me importar. Eu quero gritar bem alto. Eu quero correr por aí. Eu quero acordar a hora que eu quiser. Eu quero sonhar. Quero alcançar todos meus sonhos. Eu quero viver cada segundo da minha vida. Quero ter boas lembranças de cada um deles. Quero esquecer os momentos ruins. Mas também quero crescer com eles. Quero ficar sozinho uma noite inteira. Quero passar a noite inteira com alguém também. Quero ver o sol nascer, depois de ver a lua dançar pelo céu todo. Quero fazer alguém feliz. Quero ajudar alguém. Quero ser cada vez melhor, de alguma forma. Quero olhar pra trás e ver que fui bom. Quero nem olhar pra trás pra saber isso. Quero beber até cair. De novo. Quero sair sem horário pra voltar. Quero sentar no chão com meus amigos e conversar pelo tempo que for. Quero saber que posso contar com quem está do meu lado. Quero que saibam que podem contar comigo também. Quero me desculpar por todos meus erros. Quero que saibam que não sou perfeito (e não sou!). Mas quero que saibam que eu me esforço pra ser bom, o suficiente, pelo menos. Quero dar risada da vida. Quero ver todos a minha volta bem. Quero beijar alguém que eu ame debaixo da chuva. Quero brincar de pega pega como quando eu tinha 7 anos. Quero pular de para quedas. Quero sentir o vento no meu rosto. Quero ir pra um lugar desconhecido, deserto. Quero passar uma tarde inteira ouvindo músicas que eu gosto. Quero cantar no chuveiro. Quero gritar mais. Quero não me importar com o que pensam de mim. Quero construir pedaços da minha história com tudo que há de bom. Quero aproveitar cada dia como se fosse o último. Quero viver e morrer por algo. Quero me amar acima de todas as coisas. Quero chegar nas nuvens. Quero voar, e não preciso de asas pra isso. Quero chegar onde eu quiser. Quero saber quantas estrelas há no céu. Quero sorrir mais. Sem motivo nenhum. Quero não contar os meus passos. Quero que a minha vida me leve a todos os lugares que eu quero. Quero não comandar a minha vida. Quero viver como nunca alguém viveu antes. Quero viver!
15 de abril de 2008
A mesa está em desordem, papel para todo lado, correspondência recebida e não lida, canetas e borrachas a espera de mais um erro para consertar, e lá no cantinho, todo tímido, um simples calendário, daqueles que ninguém dá atenção, ocupando somente o seu pequenino espaço, mas que nos mostra que o tempo realmente existe e que, sem que percebamos, ele passa velozmente. Ele voa, e a gente sempre deixando para depois o sentido lógico de viver bem vivido essa vida maravilhosa. É, maravilhosa, mesmo porque, mesmo que a tristeza invada o nosso peito, mesmo que as lágrimas teimem em molhar nosso rosto, sabemos que sempre há um sol brilhando lá fora. Basta procurá-lo. Mas não só procurá-lo. Tem que senti-lo, com toda sua força de viver, pois todo dia, seja quando ele está nascendo ou indo embora, ele faz questão de nos mostrar o espetáculo mais rico. E tenho certeza de que no fundo ele faz isso com a maior sinceridade, pois o brilho que seus raios emitem, são inimitáveis, até mesmo pelo melhor pintor. Jamais serão reproduzidos como eles realmente são. E ele, mesmo na distância em que se encontra, faz a alegria de todos. Mas o homem, esse animal que se diz pensador, com sua inteligência suficiente para fazer grandes descobertas, ainda não descobriu que as coisas mais simples é que proporcionam o mais belo show da terra. Ele ainda não descobriu que o sol não cobra nada de ninguém para esquentar até o coração mais frio, aquele que acha que o amor só serve para ser cantado em verso e prosa, não para ser sentido com toda sua força, que mesmo que nos faça sofrer, é um sofrimento digno de qualquer lágrima derramada, até pelo mais forte, ou que se diz forte, pois todos por maior que seja a muralha que ostente, no fundo, quanto tocado pelo sentimento mais simples e poderoso, enfraquece e se torna gente como qualquer um.
A vida está aí, e se não soubermos aproveitar todos os instantes, como tem que ser aproveitada, vivê-la intensamente, com quedas e levantamentos, alegria e tristeza, dor e felicidade, não adiantará nada termos um calendário para rasgarmos no final do ano e falarmos para nós mesmo que realmente valeu termos vivido mais um ano, não adiantará nada o sol aparecer belo e radiante, diante dos nossos olhos, porque eles estarão perdidos num vazio escuro, e não adiantara nada continuarmos vivendo sem um grande estoque de amor no coração, pois vida sem amor é melhor não vivê-la!
'Nunca mergulhe de cabeça, pois a piscina pode ser muito rasa'
A vida está aí, e se não soubermos aproveitar todos os instantes, como tem que ser aproveitada, vivê-la intensamente, com quedas e levantamentos, alegria e tristeza, dor e felicidade, não adiantará nada termos um calendário para rasgarmos no final do ano e falarmos para nós mesmo que realmente valeu termos vivido mais um ano, não adiantará nada o sol aparecer belo e radiante, diante dos nossos olhos, porque eles estarão perdidos num vazio escuro, e não adiantara nada continuarmos vivendo sem um grande estoque de amor no coração, pois vida sem amor é melhor não vivê-la!
'Nunca mergulhe de cabeça, pois a piscina pode ser muito rasa'
24 de agosto de 2007
Eu não preciso que gostem de mim como eu sou, e nem quero isso. O que eu realmente preciso é só que as poucas pessoas que gostam do meu gênio, ou pelo menos se identificam, me mostrem isso. Eu sou um poço de carência, e isso não é novidade pra ninguém. Eu desejo demonstrações impossíveis dos sentimentos, e às vezes não consigo nem as possíveis. Eu sonho com dias ideais para cada tipo de coisa, e parece que esses dias estão cada vez mais longe das minhas mãos. Eu realmente me esforço para alcançar meus desejos e objetivos, mas no fundo não sou de ferro e morro de medo de tudo. E meu maior medo é de algum dia desses, abrir meus olhos e ver todos esses meus desejos, sonhos, esforços, escorrendo entre meus dedos.
13 de maio de 2007
Hoje acordei decidida. Decidi que ao amanhecer, irei combinar comigo mesma que nesse dia eu vou dar o melhor de mim pra tudo, e que não vou deixar uma bobagem atrapalhar a felicidade de ter a vida que eu tenho. Decidi que meu sorriso estará presente até quando eu estiver sozinha, e que vou deixar minha raiva transparecer para não ter que levar desaforo pra casa. Decidi que não vou teimar sem ter certeza, e que valorizarei meus amigos, meus anjos. Decidi que vou me dar o prazer de viver uma grande paixão sem empecilhos, e que você será minha razão de viver. Decidi que nosso amor não vai ficar só em palavrinhas e juras, vou fazê-lo valer a pena, e que farei o impossível para que a chama nunca se apague. Decidi que não terei energia negativa na minha cabeça, só você e energia positiva, e que vou aprender com meus erros do passado. Decidi que vou dar valor à minha família, e não mais para uma simples máquina chamada computador, e que não preciso de qualquer tipo de bebida alcóolica em excesso, muito menos uma dúzia de meninos numa noite pra me divertir. Decidi não confiar em pessoas recém-conhecidas muito menos boazinhaa, e que tenho que selecionar as informações que recebo todos os dias. Decidi ouvir mais do que falar, e ir dormir quando o mau humor predominar. Decidi não abaixar a cabeça pra qualquer um e não desperdiçar as chances que a vida me dá. Decidi que serei eu mesma, e assim serei feliz ..
8 de maio de 2007
Estou vivendo uma mescla de sentimentos. Consigo estar confusa, perdida, vazia, alegre e culpada ao mesmo tempo; e não sei dizer se isso é bom ou ruim. Não sei controlar a emoção, eu não queria estar tão entregue assim. Eu queria ter feito a escolha certa há algum tempo, talvez isso evitaria muitas mudanças, mas como não posso mudar o passado, posso me esforçar para mudar o futuro. Se essa mudança dependesse só de mim, seria melhor. Me sinto culpada por ter mudado nossos destinos, por ter feito você se transformar no que se transformou.. Eu aprendi, mudei muitas coisas.. Agora não há mais sentido nesse nosso jogo de estar e não estar ao mesmo tempo.
30 de abril de 2007
Nossa sociedade parece não favorecer a arte de escutar. Escutar supõe atenção, certa concentração para identificar a voz de quem fala. É que as vozes são tantas; as propostas, incontáveis, de modo que vivemos sufocados por vozes e apelos, convites e insinuações.
Ao mesmo tempo, o ser humano anda ansioso por manifestar sua voz. Então as vozes se multiplicam. Vozes de líderes religiosos buscando convencer os fiéis com suas doutrinas. Vozes queixosas dos sem-teto, amontoados debaixo de viadutos. Vozes de pessoas que, ávidas por um cargo politico, fazem promessas à população.
No meio dessa confusão, existe ainda lugar para a voz meiga da mãe que acalenta o filho, dando-lhe certeza de proteção. A voz do pai que dá conselhos ao filho adolescente, conselhos muitas vezes desperdiçados. A voz da esposa que implora ao marido para não exagerar na bebida. A voz convincente da professora que apela pelo silêncio na sala.
E nesse turbilhão de numeorsas e diferentes vozes, emerge a voz do bom senso. Aquela poderosa e segura que indica o caminho certo a tomar; a harmoniosa que consola os corações atribulados; a educada e amiga que corrige o que está errados e denuncia a falsidade; entretanto cabe a nós deicidir qual voz escolher. E isso é só o começo ..
Ao mesmo tempo, o ser humano anda ansioso por manifestar sua voz. Então as vozes se multiplicam. Vozes de líderes religiosos buscando convencer os fiéis com suas doutrinas. Vozes queixosas dos sem-teto, amontoados debaixo de viadutos. Vozes de pessoas que, ávidas por um cargo politico, fazem promessas à população.
No meio dessa confusão, existe ainda lugar para a voz meiga da mãe que acalenta o filho, dando-lhe certeza de proteção. A voz do pai que dá conselhos ao filho adolescente, conselhos muitas vezes desperdiçados. A voz da esposa que implora ao marido para não exagerar na bebida. A voz convincente da professora que apela pelo silêncio na sala.
E nesse turbilhão de numeorsas e diferentes vozes, emerge a voz do bom senso. Aquela poderosa e segura que indica o caminho certo a tomar; a harmoniosa que consola os corações atribulados; a educada e amiga que corrige o que está errados e denuncia a falsidade; entretanto cabe a nós deicidir qual voz escolher. E isso é só o começo ..
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